Vocês sabem a origem do sabão?
Se não sabem, vou lhes contar!
A produção do sabão é uma das atividades humanas mais antigas.
Conta-se que há relatos de sua fabricação desde a Antiga Babilônia, em 2800 a.C.. Durante escavações, foram encontrados potes de barro que continham a descrição de uma espécie de “coalho” branco, que flutuava sobre uma mistura fervida de gordura animal com cinzas.
Mas, de acordo com uma antiga lenda romana, o sabão teve origem no Monte Sapo. Daí o seu nome: sabão vem do latim “sapo”.
No Monte Sapo eram realizados sacrifícios de animais que, depois, eram empilhados e cremados. Quando chovia, a água arrastava uma mistura de “sebo animal derretido com cinzas” para o barro das margens do Rio Tibre.
As mulheres daquela região, ao lavarem suas roupas naquele rio, notaram que nas margens havia algo misturado ao barro. Ao esfregarem as roupas nesse barro, a sujeira dos tecidos era retirada com mais facilidade.
Essa notícia se espalhou.
Teve início o uso desse produto de limpeza que viria a revolucionar o mundo, embora ainda não se soubesse o que era.
Somente no século VII, os árabes descobriram o processo de fabricação do sabão, através da chamada saponificação.
A “Saponificação” é uma reação dos óleos naturais, sebos ou gorduras animais (os triglicerídeos ou ácidos graxos) com uma base (soda cáustica = NaOH ou hidróxido de potássio = KOH ou barrilha = Na2CO3). Essa mistura, depois de fervida, endurece e gera um sal (o sabão) e um álcool chamado glicerol (e que é a glicerina):
R_COO_R + NaOH = R_COO_Na + ROH
(ouseja: triglicerídeo + base = sal + álcool)
Mas não se preocupem. Essa reação anula toda a ação da soda cáustica e a oleosidade da gordura.
O resultado é um produto capaz de gerar espuma e desengordurar: o conhecido sabão.
(imagem: fonte pinterest)